A Casa dos Conselhos, localizada na rua 3 de Maio esquina General Osório, em Pelotas, foi palco da Conferência Livre LGBT. A discussão ocorrida na manhã de sexta-feira (4) teve como tema Por uma Pelotas que criminalize a HomoLesboBiTransfobia - aversão à opção sexual de homossexuais, lésbicas, bissexuais e transexuais. As pautas levantadas na conferência serão levadas para debate no encontro estadual, que será realizado ainda este mês em Porto Alegre e posteriormente ao nacional, em abril, em Brasília.
No município foram discutidos índices de violência, casos de discriminação e a morte de Brenda Lee, pelotense conhecida na comunidade carnavalesca e brutalmente assassinada em dezembro passado. Segundo dados apresentados durante o evento pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) a cada 28 horas um gay é morto no país. Além disso, até o final de fevereiro, foram mortos no Brasil 68 transgêneros e travestis, 48 deles nos primeiros 18 dias do ano.
Olhares de desprezo e a desigualdade encontrada na sociedade também nortearam a conversa. Muitos relataram suas vivências e trouxeram episódios ocorridos no município que possuem uma relação com a homofobia ou discriminação dos grupos considerados minorias - negros, pobres e homossexuais.
Na avaliação de Crissiany Teixeira, 1ª princesa LGBT de Pelotas, este tipo de ação é fundamental para mais uma vez tentar eliminar o preconceito que ainda existe em diversas áreas da comunidade.
Outra proposta que foi tratada na conferência é a criação do Conselho Municipal para representação de um grupo de minorias. Segundo o movimento, já houve uma iniciativa anterior de um parlamentar que acabou não evoluindo por abranger apenas a Associação de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. Segundo Luís Alexandre Alves, da Coordenadoria de Políticas Inclusivas do município, este é um momento de posicionamento político onde é preciso fomentar a estrutura para fortalecer o movimento.
A conferência foi promovida pelo grupo pela livre expressão sexual, denominado "Também". Criado em 2012, o grupo ocupa uma cadeira no conselho estadual do movimento LGBT. Os integrantes realizam seminários que trabalham com a diversidade nas escolas da cidade.
Caso Brenda Lee
O assassinato de Brenda Lee foi tema da discussão, já que o assassino confesso encontra-se em liberdade desde janeiro. O grupo LGBT busca por justiça em uma morte lembrada pela violência, a transgênero foi atacada com quatro golpes desferidos com um encosto de cadeira de escritório dentro da casa onde morava, no bairro Areal. Estava presente na conferência a mãe de Brenda Lee, Adelina Nunes, conhecida como Dona Chininha (Diário Popular)
Estas ocorrências poderão ser menos frequentes se procurarmos a prevenção da homofobia. Bons exemplos vem do Canadá, da Alemanha e das pesquisas abaixo:
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