A Câmara Municipal de São Lourenço do Sul recebeu, durante a última Sessão Ordinária, realizada em 17 de agosto de 2026, um grupo de pais e mães de crianças e adolescentes diagnosticados com Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1). Na Tribuna Popular, Diego Amaral, representando os familiares, explicou as características da doença e os impactos do diagnóstico na rotina das crianças, dos adolescentes e de suas famílias.
Durante sua manifestação, Amaral explicou que o DM1 é uma doença crônica que ocorre quando o organismo deixa de produzir insulina, hormônio responsável por auxiliar no controle da glicose no sangue. Dessa forma, as pessoas diagnosticadas precisam realizar o monitoramento frequente da glicemia e utilizar insulina para manter os níveis de glicose adequados.
Atualmente, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o tratamento convencional disponibilizado envolve, entre outros recursos, a verificação da glicemia por meio de testes com sangue capilar, realizados com o uso de glicosímetro e tiras reagentes. Para crianças e adolescentes, a rotina pode representar uma série de dificuldades, especialmente pela necessidade de realizar múltiplas medições ao longo do dia, inclusive durante períodos de aula, atividades físicas, passeios e até mesmo, na madrugada.
O acompanhamento constante é necessário porque tanto níveis muito baixos quanto muito elevados de glicose podem representar riscos à saúde. Além da aplicação de insulina e do monitoramento da glicemia, famílias precisam estar atentas à alimentação, à prática de atividades físicas e a situações que podem alterar os níveis de glicose.
Como alternativa, os sensores de monitoramento contínuo de glicose permitem acompanhar os níveis sem a necessidade de realizar sucessivas picadas nos dedos. O dispositivo é aplicado ao corpo e realiza a leitura da glicose por meio de um sensor, possibilitando o acompanhamento dos valores e de sua variação ao longo do dia.
Diante desse cenário, o grupo solicitou o apoio da Câmara Municipal para que o Município avalie a possibilidade de ofertar sensores de monitoramento de glicose pela rede pública. A medida, conforme defendido pelos familiares, poderia contribuir para melhorar o acompanhamento da doença e a qualidade de vida de crianças e adolescentes diagnosticados com DM1, tornando o seu controle menos invasivo.
Após a manifestação, vereadores demonstraram disposição para buscar alternativas que possam viabilizar o atendimento da demanda apresentada. Entre as possibilidades está o diálogo com o Poder Executivo e a destinação de recursos por meio de emendas impositivas. Nos próximos dias, os vereadores deverão aprofundar a análise do tema, especialmente para encontrar uma solução permanente para a situação.
Texto e fotos: Gabriela Borges

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