quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Agente Territorial de Cultura Ana Flor representa a região Centro-Sul do RS em ato de assinatura do novo Plano Nacional de Cultura com o presidente Lula

Cerimônia aconteceu segunda, 17, em Brasília; documento orienta as políticas culturais do país pelos próximos dez anos

A Agente Territorial de Cultura (ATC) Ana Flor, de Cristal, representou a região Centro-Sul do Rio Grande do Sul na cerimônia de assinatura do novo Plano Nacional de Cultura pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ato ocorreu nesta segunda-feira (17) no Palácio do Planalto, em Brasília, durante o Encontro do Programa Nacional dos Comitês de Cultura (PNCC) do Ministério da Cultura (MinC). 

O Plano Nacional de Cultura orienta e estabelece as políticas culturais do Brasil pelos próximos dez anos. A versão atual reafirma o compromisso da União, dos estados e dos municípios com a cultura como direito e elemento essencial para o bem viver e para o desenvolvimento justo, inclusivo e democrático do país. Com a assinatura do documento, o texto segue agora para análise e tramitação no Congresso Nacional. 

Durante o ato, também foi assinado pelo Governo Federal um decreto que cria a Comissão Intergestores Tripartite (CIT), um fórum permanente de negociação e pactuação entre os gestores federal, estaduais e municipais vinculados à cultura.

Presença dos Agentes Territoriais de Cultura

Ana Flor participou do evento por integrar o quadro de ATCs do PNCC. Para ela, reunir agentes que representam cada território do país neste momento foi algo simbólico. “Daqui saímos com o compromisso de contribuir com o fortalecimento dos Sistemas de Cultura em nossas cidades. O Plano Nacional foi uma construção coletiva do setor da cultura brasileiro, valorizando a diversidade do país e de seus povos”, afirma. 

Durante a apresentação do Plano, o Governo Federal ressaltou que o desafio que se coloca, a partir de agora, é o de transformar o documento em ação concreta, capaz de reduzir desigualdades, valorizar a diversidade, fortalecer os trabalhadores da cultura e ampliar o acesso da população às múltiplas expressões culturais. 

Neste sentido, Ana Flor considera que os ATCs são peça fundamental. Selecionados por sua familiaridade com as dinâmicas culturais locais, os profissionais recebem formação continuada e são responsáveis por realizar o mapeamento participativo, a comunicação e a mobilização social no território que ocupam, promovendo a valorização da diversidade cultural, direitos humanos e a participação cidadã.  

“Vai ser importante que em cada território tenhamos conhecimento das metas, objetivos e eixos do Plano, inclusive para contribuir com a aplicação nas nossas cidades”, destaca. Ela acrescenta que a criação da CIT dá condições de territorializar o Plano Nacional de Cultura, firmando o compromisso das gestões estaduais e municipais de também fortalecerem os seus sistemas de cultura.

O Encontro do PNCC vai até quarta-feira (19) com extensa programação de oficinas e mesas temáticas que debatem as políticas culturais de forma ampla, intersetorial e interseccional. “O encontro de todos os ATCs aqui em Brasília é um momento importante de formação e compartilhamento de experiências. Ainda que haja muita diversidade, muitas vezes as dificuldades se replicam e nesse momento podemos debater estratégias de forma coletiva”, pontua Ana Flor.

Conheça mais sobre Ana Flor

Desde 2011, Ana Flor gerencia o Alumiar Casa de Arte, único espaço cultural independente dedicado às artes visuais na região centro-sul do estado gaúcho. É Conservadora e Restauradora de Bens Culturais Móveis pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). É co-criadora, curadora e produtora do Salão Costa Doce de Arte Contemporânea, edições de 2021 e 2022. É idealizadora, produtora e curadora da Residência Artística – Ressoar, edição para artistas-mães em 2025. Articulou a criação e presidiu o Conselho Municipal da Cultura de Cristal entre 2017 e 2021, sendo a primeira presidente do conselho. De 2015 a 2022 foi oficineira de Artes em projetos sociais, centros de convivência e fortalecimento de vínculo e grupos da Rede de Atendimento Psicossocial. Atua no apoio a mulheres trabalhadoras da cultura para participação nas políticas públicas e nos ambientes de participação política. Coloca-se a serviço das causas político-afetivas e é militante da democratização do acesso à cultura.

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