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domingo, 7 de abril de 2024

Cidade dos Bitcoins: criptomoeda vira opção de pagamento em município do RS

Dinheiro, cartão ou bitcoin? Cerca de 40% dos estabelecimentos comerciais de Rolante, a 100 km de Porto Alegre, aceitam criptomoeda. Setores de serviços e saúde também aderiram à forma de pagamento. (Via G1-RS).

O município de Rolante, a 100 km de Porto Alegre, carrega dois títulos com orgulho: capital nacional da Cuca, um doce típico da comunidade alemã no RS, e terra natal do músico Teixeirinha. Um terceiro título, ainda pouco familiar aos moradores, está a caminho: a cidade dos Bitcoins.

Os comerciantes do município de 21 mil habitantes decidiram usar a criptomoeda para fomentar turismo. Cerca de 200 estabelecimentos (40% do comércio local) aceitam a moeda virtual como forma de pagamento. Até mesmo os setores de saúde e serviços operam com o Bitcoin.

"A gente pergunta, no dia a dia das transações financeiras, a forma de pagamento: se for em dinheiro, cartão, cheque... E agora tem a opção de perguntar também se é em Bitcoin", diz Edson Reichert, dono de uma loja na cidade.

O Bitcoin é uma moeda emitida na internet e armazenada em carteiras virtuais, sem controle de governos ou instituições financeiras. A criptomoeda pode ser usada diretamente do consumidor par o vendedor, sem precisar passar por um banco, por exemplo.

Foi o ex-piloto de avião Ricardo Stim quem sugeriu à Associação Comercial de Rolante que o Bitcoin começasse a ser aceito no município. "A gente tem um ponto [que aceita a criptomoeda] pra cada 105 habitantes", afirma.

Os empresários não têm um cálculo de quanto dinheiro o pagamento por Bitcoins movimentou em um ano na cidade. No entanto, apenas em um festival com a temática da moeda, que durou dois dias, o volume chegou a R$ 300 mil.

Em um escritório de contabilidade, os funcionários orientam os clientes sobre a novidade – inclusive como prestar contas ao Imposto de Renda.

"Na declaração, informar os seus Bitcoins que ele recebeu e não trocou ainda. Então, o saldo que ele tiver, ele tem que fazer a informação na declaração, tanto física quanto jurídica", explica Eduardo Timmen, vice-presidente da Associação da Indústria, Comércio, Serviços e Agropecuária de Rolante e Riozinho.

É claro que nem todo mundo que vive em Rolante sabe o que é bitcoin. A aposentada Marli Lourdes Bornschmidt já ouviu falar da criptomoeda, mas desconhece como funciona sua operação.


segunda-feira, 12 de março de 2018

Moeda digital é considerada um bem semelhante ao carro, imóveis e obras de arte

O Brasil já é o quarto maior mercado do mundo em volume de negócios com Bitcoin. Apesar das derrocadas e flutuações que apresenta periodicamente, ela continua atraindo milhares de investidores todos os dias. No entanto, o que muita gente não sabe é que, semelhante a outros bens, como carros, imóveis e obras de arte, a criptomoeda também deve ser declarada no Imposto de Renda.
"A Bitcoin é, assim como o real ou o dólar, uma moeda. O contribuinte deve declará-la pelos valores históricos de aquisição, no entanto o imposto só é cobrado quando a moeda for vendida com lucro", explica Heber Dionízio, contador da Contabilizei, escritório responsável pela contabilidade de mais de 5 mil empresas em todo o Brasil.
Ele complementa: "Desde 2017, a Receita Federal incluiu a moeda digital nas instruções de declaração. Todos os valores, entre R$ 1 mil e R$ 35 mil devem ser declarados. E os ganhos com alienação, cujo valor mensal ultrapasse R$35 mil, são tributados com alíquota de 15%, a título de ganho de capital". Heber aproveita para elucidar que a forma correta de se tratar o Bitcoin e qualquer outra moeda digital no momento de preencher o programa da Receita Federal é "outros bens e direitos", dentro da opção de "Fichas de declaração".
O período para que pessoas físicas efetuem a Declaração do Imposto de Renda começou no dia 01 de março. Todos os residentes no Brasil e que, em 2017, receberam um rendimento anual tributável acima de R$ 28.559,70 são obrigados a apresentar a Declaração. Para que a restituição seja recebida mais rapidamente, é importante que as pessoas comecem a se organizar para entregar a declaração logo no início do prazo.
Sobre a Contabilizei
A Contabilizei é um escritório de contabilidade que oferece mais praticidade, transparência e economia para micro e pequenas empresas. Com o uso da tecnologia, promove a maior disrupção na indústria contábil brasileira ao automatizar processos e rotinas, garantindo a regularidade das empresas, além de gerar até 90% de economia mensal para as PMEs. A Contabilizei também oferece uma plataforma onde o empresário tem total visualização e controle dos aspectos contábeis da sua empresa: emissão de nota fiscal, guias de impostos, relatórios contábeis, tudo à disposição em poucos cliques. Disponível em mais de 30 cidades em todo o Brasil, incluindo as principais capitais, a empresa foi fundada em 2013 pelo empresário Vitor Torres e tem mais de 5.000 clientes em todo Brasil.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

A moeda digital que desafia o mundo e a economia

Bitcoin (BTC), moeda digital de maior amplitude atualmente, foi criada em 2008, logo após o estouro da crise econômica mundial. Mas só agora, nove anos depois, tornou-se protagonista do meio econômico. Popularizou entre os entusiastas da tecnologia e investidores, hipervalorizou-se - 1.800% só em 2017, passando de R$ 3 mil para R$ 68,5 mil - e chegou até o mercado futuro dos Estados Unidos, estreando com alta na Bolsa de Chicago. O inventor da moeda inclusive já figura entre os 50 mais ricos do mundo. Quem não ficou sabendo da moeda antes, arrependeu-se. Apenas U$ 25 em bitcoins em 2010 valem, hoje, aproximadamente US$ 24 milhões.
A criptomoeda é uma das existentes no mercado - há outras também em crescente valorização, como a Monero e Litecoin. Essas moedas podem ser resumidas como uma versão online do dinheiro. Por isso, não é possível tocar uma bitcoin, como as moedas de metal ou o dinheiro de papel. Tampouco contém valor intrínseco. Mas é valiosa porque está sendo trocada por bens ou dinheiro real. Palpáveis.
Tal qual o ouro, é um bem escasso - seu projetor, o australiano Craig Wright, criou somente 21 milhões de bitcoins. A cada dia restam menos. Porém, é possível comprar frações de Bitcoins. A compra é feita por sites e corretoras especializadas.
Quando adquirida, a BTC vai para uma carteira virtual - você pode até mesmo guardá-la em um pendrive. Isso porque sua criação é baseada na tecnologia blockchain (cadeia de blocos), solução que impede fraudes entre as transações. A tecnologia se assemelha a uma rede de blocos encadeados que carregam a transação financeira junto a uma impressão digital. Essa impressão é como uma função matemática que gera um código com letras e números representantes dos dados inseridos. A grande solução da tecnologia é que o bloco posterior pega a impressão digital do anterior e mais o seu próprio conteúdo. Com essas duas informações, gera sua própria impressão digital, em uma grande cadeia criptografada.
A BTC pode ser utilizada para comprar computadores da Dell, uma das empresas mundiais que aceita a forma de pagamento. Passagens de voo e algumas universidades do mundo também já aceitam as moedas digitais para financiamento dos estudos. No Brasil, tudo relacionado a criptomoedas ainda é muito incipiente - no entanto, é possível converter a moeda em dinheiro vivo e fazer compras da maneira convencional. Em Pelotas, nenhuma das três casas de câmbio consultadas pela reportagem trabalha com a bitcoin. Nem pretendem (por enquanto).
Por outro lado, é importante ressaltar - apesar de ser uma alternativa para quem não confia suas finanças aos bancos ou quer fugir das taxas do sistema tradicional, a bitcoin é uma moeda descentralizada. Ou seja, não depende da política monetária de um determinado país nem é emitida por um banco. Por não ser regulamentada por uma autoridade financeira, é considerada uma aplicação de alto risco.

É bolha?
O debate, agora, é a respeito da vulnerabilidade da criptomoeda. É ou não é uma bolha especulativa? Dois especialistas conversaram com o Diário Popular e tentam desatar este nó.
Guilherme Stein, economista da Fundação de Economia e Estatística (FEE), acredita que o preço e a atual especulação são injustificáveis. “É uma bolha que se auto alimenta”, resume. Stein também chama atenção para a baixa transação da moeda. “É uma febre que chega até as pessoas sem conhecimento. As pessoas acham que vão ficar ricas, mas não é bem assim. Claro, existem investidores sérios. Mas estudos já mostram que dois terços dessa moeda não são transacionados. Grande parte desse fenômeno se deve à especulação”, explana.
Apesar das críticas, o economista prefere distinguir a tecnologia blockchain da especulação da bitcoin em si. “Essa tecnologia pode ser como a internet. Quando estava se desenvolvendo, nos anos 80 e 90, dificilmente poderia se antecipar as mudanças que vieram depois. Acredito que possa acontecer a mesma coisa com Blockchain”, arrisca. “É impossível não reconhecer que essa transação sem sistema bancário é interessante. Para transações em que há longas distâncias entre as partes a moeda virtual também é conveniente. Entre Porto Alegre e Pelotas, por exemplo, sem custos transacionais de banco”, cita. Ainda, o fato de que as moedas estão concentradas nas mãos de poucas pessoas torna esse mercado vulnerável à desvalorização, diz.
Fausto Vanin, consultor de negócios e tecnologia, também acredita no potencial da blockchain. “Ela permite um registro imutável e seguro de dados históricos. Isso serve para uma série de operações de registro, como documentos e certificados, como guardar a movimentação de peças e estoques distribuídos. Já existem centenas de soluções com blockchain. A tendência é que se torne uma megainfraestrutura, assim como temos a computação em nuvem”, compara.
Para o consultor, especialistas que colocam dúvida sobre a bitcoin não são especialistas em criptomoedas - e isso faz toda diferença. “São especialistas do mercado financeiro, do investimento tradicional e de grandes bancos que, ou ainda não tem conhecimento completo da tecnologia, ou não enxergam uma convergência do seu mercado com o de blockchain, e por conta disso têm opinião contrária”, diz. “É uma tecnologia que agrega um comportamento de moeda sobre toda uma plataforma digital. Isso proporciona um comportamento de mercado extremamente ágil, sólido, seguro e distribuído globalmente”, argumenta.
Vanin ainda arrisca que, no futuro, a blockchain possa suportar um movimento global econômico com custo baixíssimo e comodidade pros usuários. O maior desafio, afirma, é a criação de soluções úteis para o usuário final em criptomoedas. “Diversas instituições já buscam esse desenvolvimento, há empresas se especializando no tema. Órgãos governamentais também têm se movimentado para entender como vão se inserir nesse contexto. É muito mais uma maneira de como os governos querem atuar nesse contexto do que tentar regular as moedas, que já tem todo seu funcionamento regido por softwares”, conclui. A tendência, projeta, é que 2018 traga uma consolidação a respeito do tema.


Lembramos que o site São Lourenço do Sul em Foco aceita Bitcoin ( 14JF8sUQXtyn7ztGm4SisAu7gJnbjB4gSg ) e Litecoin ( LhbHyfntXqoiqejzZKVzNDEKrE4WXMhHat )

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

O Bitcoin é o último refúgio contra o Socialismo

Existem 3 eras da moeda: baseada em commodities, baseada na política, e agora, baseada na matemática. Chris Dixon.

Recentemente o deputado Jair Bolsonaro expressou que o exército seria o último refúgio contra o socialismo, este artigo busca demonstrar que o mundo caminha em direção oposta e a retórica de convencimento a partir da força tem se deslocado com ajuda da internet e redes descentralizadas para o poder do voluntarismo e consenso. O refúgio dos venezuelanos no Bitcoin buscando superar todos os males do socialismo no país é um exemplo do poder dessas redes voluntárias e abertas para trocas comerciais, onde Bitcoin é a principal plataforma/moeda.

O papel [dinheiro emitido pelo estado] é uma hipoteca sobre a riqueza que não existe, apoiada por uma arma destinada a quem se espera que a produza. Ayn Rand.

Aos poucos a humanidade tem a chance de entender os males de manter sob políticos a oferta de moeda e seu controle, como resultado ao longo do tempo colhemos um poder de compra cada vez menor, com inflação, bolhas e recessões. Moedas de curso forçado (comércio no Brasil é obrigado a utilizar real como unidade de conta) manipuladas por políticos dão lugar a plataformas abertas, 100% auditáveis, com adoção consensual e políticas monetárias previsíveis.

O Bitcoin surgiu após a crise de 2008 com o objetivo principal de salvar população da imprevisibilidade e ineficiência estatal quanto a políticas monetárias, evitando como foi o caso, a utilização do dinheiro suado do trabalhador para salvamento de bancos e amigos do rei e seus gerentes irresponsáveis, gerando infindáveis ciclos econômicos inflacionários.

Diferente do pensamento comum, a inflação não é o aumento dos preços, esse é apenas seu efeito, a perda do poder de compra é ocasionado pelo aumento da oferta monetária. Com dinheiro indiscriminadamente ofertado na economia pelo estado sem lastro de produção, simples lei da oferta e demanda explica porque ao longo do tempo população precisa utilizar cada vez mais dinheiro para comprar mesmos produtos.
Poder de Compra do Dólar desde 1913
Poder de Compra de 1 Bitcoin comparado a Bigmacs (Fonte: http://bitcoinppi.com/)


Com o Bitcoin a oferta monetária é previsível e decrescente, os chamados mineradores fornecem poder computacional para validar transações e recebem em troca um certo número de bitcoins que é decrescente com o tempo.
Inflação Monetária do Bitcoin.

Há portanto um incentivo para manter a rede bitcoin funcionando corretamente, política monetária é definida por matemática, apenas quem segue protocolo tem direito de colher benefícios de validar transações, com a oferta decrescente um aumento na demanda de bitcoin tende a aumentar seu preço o que atrai mais poder computacional para validação da rede. Resultado disso é que a rede de bitcoin tem o maior poder computacional do mundo e tende com o tempo a ser cada vez mais forte devido a estes incentivos econômicos envolvidos.

O armazenamento das transações é realizado por computadores em todo mundo (chamados de nodos), há atualmente mais de 9000 computadores armazenamento o banco de dados (definido como blockchain) com todas as transações da história do bitcoin. A principal característica da blockchain é sua imutabilidade, ela é segurada por todo esse poder computacional mencionado, tornando-se imune a confisco ou controle estatal.

É uma tecnologia fascinante e é dever de todo defensor da liberdade entendê-la, utilizá-la e difundi-la, quanto mais usuários não apenas o preço do bitcoin tenderá a subir comparado a moedas inflacionárias sob comando de burocratas do estado, mas todo um ecossistema que favorece o voluntarismo e liberdade também. Bem vindos a nova era.



Você pode começar usar bitcoin por aqui

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Site Recebe doações e pagamentos também em Bitcoin

Bitcoin é uma forma de dinheiro, com a diferença de ser digital e não ser emitido por nenhum governo. Para transações online, é a forma ideal de pagamento, pois é rápido, barato e seguro. É uma tecnologia inovadora. "Uma moeda de internet" como alguns definem.
A valorização do Bitcoin muda conforme a existência da moeda no mundo virtual. Atualmente 1 Bitcoin equivale a $ 602.99, aproximadamente, o que equivale a quase R$ 2 mil. Mas isso a unidade. O Bitcoin também é utilizado em frações. Por exemplo: R$ 50,00 equivalem a 0,025 Bitcoin.

Para os pagamentos basta usar o QR code da imagem ou a sequência: 
14JF8sUQXtyn7ztGm4SisAu7gJnbjB4gSg

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