Em sua última Sessão Ordinária, realizada na segunda-feira, 14 de julho de 2026, a Câmara Municipal de São Lourenço do Sul recebeu Fabrício Siefert Hörnke, presidente da Associação Lourenciana dos Apicultores, que solicitou espaço na Tribuna Popular para tratar da perda de recursos financeiros pela entidade.
Fabrício relatou que no início de 2026 a associação encaminhou um projeto para a instalação de uma agroindústria via Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento de Pequenos Estabelecimentos Rurais (FEAPER). O programa do Governo do Rio Grande do Sul é administrado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural e oferece linhas de financiamento a agricultores familiares, assentados e agroindústrias familiares.
A intenção era que fosse possível obter um financiamento de R$ 200 mil para a instalação da agroindústria, buscando fomentar a comercialização e a valorização do mel. Do total, 80% do valor seriam subsidiados pelo governo estadual. Os outros 20% seriam pagos pelos próprios apicultores, no prazo de oito anos, após três anos de carência.
Por três meses a associação reuniu os documentos necessários para a habilitação no programa. Segundo ele, no entanto, a não emissão, por parte da Secretaria Municipal de Planejamento e Meio Ambiente (Seplama) de São Lourenço do Sul, do documento que atestava a dispensa de licença de instalação durante o prazo previsto no edital inviabilizou o acesso do grupo ao recurso. Conforme relatou, o pedido teria sido feito via protocolo cerca de vinte dias antes da finalização do prazo.
Durante o espaço, Fabrício manifestou descontentamento com os entraves burocráticos que impediram a associação de acessar o financiamento e defendeu maior agilidade nos processos administrativos para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer.
Os vereadores lamentaram a perda do recurso e destacaram a importância de dar maior agilidade aos trâmites administrativos, especialmente em iniciativas voltadas à geração de emprego e renda em São Lourenço do Sul. Ao mesmo tempo, defenderam a necessidade de averiguar, junto à Seplama, como se deu o fluxo do processo e os fatores que ocasionaram a não emissão do documento, a fim de esclarecer as circunstâncias que levaram à perda do financiamento. Para isso, serão feitos pedidos de informação sobre o tema.
Texto e fotos: Gabriela Borges

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