A Câmara Municipal de São Lourenço do Sul recebeu, durante a Sessão Ordinária da última segunda-feira, 27 de julho de 2026, a presidente do projeto Acreditar, de Pedro Osório, Priscila Lucas. A participação ocorreu a convite da vereadora Márcia Lucas (PT) e do vereador Cássio Lessa Boesche (PDT), após requerimento aprovado em Plenário, para apresentação das atividades desenvolvidas pela instituição no atendimento a crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras neurodivergências.
Também estiveram presentes e compuseram a mesa, durante a visita de Priscila, o secretário de Saúde de Pedro Osório, Jhonatan Souza; a psicóloga do Projeto Acreditar, Giule Junges; a advogada e representante da Subseção de São Lourenço do Sul da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Luiza Goulart; a integrante da equipe de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde de São Lourenço do Sul, Mônica Ehlert; e a presidente da Associação Mães Fênix (AMAFE), Daiane Pinto.
Na oportunidade, Priscila contou como foi fundado o projeto Acreditar, em 2018, e o processo para que a iniciativa passasse a ser integrar também um Centro de Atendimento em Saúde (CAS) TEAcolhe, serviço de saúde mental do governo estadual, o que se efetivou em 2024.
A presidente abordou como ocorre a organização dos atendimentos, a atuação da equipe multiprofissional, a estrutura física do local e o acompanhamento oferecido às crianças e suas famílias. Também foram apresentadas informações sobre a abrangência regional do serviço, que atualmente atende aproximadamente 450 usuários, oriundos de 14 municípios da Zona Sul, entre eles São Lourenço do Sul.
Os vereadores presentes parabenizaram a atuação do projeto e destacaram a necessidade de ampliar a oferta de atendimentos especializados a crianças com neurodivergências que vivem na região. Durante o diálogo, foi informado pela representante do poder Executivo lourenciano, Mônica, que em breve o município voltará a contar com um CAS/TEAcolhe. O espaço estará situado na Rua Max Stenzel, 600. A previsão é que agendamentos possam ser feitos pelo sistema de Gerenciamento de Consultas (Gercon) a partir de agosto e os atendimentos tenham início em 1º de setembro de 2026.
Texto: Gabriela Borges
É uma grande honra poder ouvi-la e conhecer um pouco mais da sua trajetória e do trabalho que vem sendo realizado. Sabemos que construir um projeto como esse exige muita dedicação, persistência e coragem. Ver esse trabalho sendo reconhecido e abraçado pela comunidade nos inspira e fortalece.
Infelizmente, em São Lourenço do Sul ainda não podemos dizer que vivemos essa mesma realidade. Quero agradecer, de forma especial, à vereadora Márcia Lucas, que sempre busca abrir portas, nos ouvir e contribuir para que nossos projetos avancem. Em abril, estivemos nesta Casa e conquistamos um importante passo: as placas de atendimento prioritário para pessoas autistas, que estão sendo distribuídas gradativamente pelo município.
Nossa associação é recente. No dia 1º de agosto completaremos um ano de legalização. No entanto, nossa caminhada começou muito antes. Há quase quatro anos iniciamos esse movimento de apoio às famílias atípicas e, desde então, seguimos lutando diariamente.
Durante esse primeiro ano como associação, protocolamos diversos pedidos e buscamos diálogo constante. Infelizmente, ainda não conquistamos uma sede, um espaço físico onde possamos acolher as famílias de forma digna e desenvolver nossas atividades.
Mesmo diante dessas dificuldades, não paramos. Hoje acolhemos famílias por telefone, realizamos visitas quando necessário, buscamos parcerias para oferecer descontos em atendimentos, orientamos, escutamos e, muitas vezes, nos tornamos a única rede de apoio de quem está enfrentando momentos difíceis.
Reconhecemos que tivemos boas conversas com a gestão municipal, conversas respeitosas e produtivas. Porém, até o momento, elas ainda não se transformaram em ações concretas. Seguimos aguardando que esse apoio saia do papel.
Quero deixar claro que nossa associação não tem bandeira partidária. Nossa única bandeira são as famílias atípicas, as crianças, os adolescentes e os adultos com deficiência. É por eles que trabalhamos todos os dias.
Também quero agradecer à APAE, que tem sido



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