terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

PT pede convocação de Flávio Bolsonaro na CPI do INSS; oposição insiste em Lulinha

 


Parlamentares do PT apresentaram requerimento para convocar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). O pedido foi protocolado pelo deputado Rogério Correia (PT-MG) e ainda será analisado pelo colegiado.

No requerimento, Correia afirma que a convocação de Flávio se justifica por vínculos que, segundo o documento, ligam o senador a pessoas citadas nas investigações da Polícia Federal sobre as fraudes no INSS. O deputado afirma que Flávio é sócio de um escritório que tem como administradora a irmã de um dos operadores do esquema, conforme registros.

Letícia Caetano dos Reis é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, apontado em relatório da Polícia Federal como sócio de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” e identificado como lobista em crimes contra aposentados e pensionistas. Para o autor do requerimento, a existência desses vínculos justifica esclarecimentos por parte do senador.

Segundo Rogério Correia, o “entrelaçamento pessoal, familiar, profissional e político” descrito no documento levanta a hipótese de uma possível conexão indireta entre Flávio Bolsonaro e o núcleo investigado pela Polícia Federal, o que tornaria o depoimento relevante para o andamento das investigações da CPMI.

Cabe agora à presidência da CPMI, comandada pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), decidir se o requerimento será incluído na pauta para votação pelos integrantes da comissão. Se aprovado, Flávio Bolsonaro será convocado a prestar depoimento ao colegiado. A possibilidade, no entanto, é considerada remota, já que a comissão tem outras prioridades em andamento.

Oposição insiste em Lulinha

Do outro lado, a oposição insiste na convocação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O relator da CPMI, senador Alfredo Gaspar (União-AL), prepara-se para apresentar novos requerimentos de convocação e de quebra de sigilo bancário relacionados a Lulinha.

Parlamentares oposicionistas alegam supostas relações dele com o empresário conhecido como “Careca”, citado nas investigações, mas a base governista conseguiu, até agora, barrar o avanço dessas iniciativas dentro da comissão.

O Tempo


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