sexta-feira, 31 de julho de 2026

Câmara debate transporte coletivo urbano em Audiência Pública

 


A Câmara Municipal de São Lourenço do Sul realizou, na última quarta-feira, 29 de julho de 2026, uma Audiência Pública para discutir a situação do transporte coletivo urbano no município. O encontro foi promovido por iniciativa da vereadora Márcia Lucas (PT) e do vereador Cássio Lessa Boesche (PDT), a partir de requerimento aprovado em Plenário.

Seu objetivo foi reunir a comunidade, a empresa responsável pelas linhas urbanas e representantes dos poderes Executivo e Legislativo para debater os principais desafios enfrentados pelo transporte coletivo urbano e buscar alternativas para a melhoria e a regularização do serviço.

Durante a audiência, moradoras dos bairros Barrinha e Balneário relataram dificuldades decorrentes da redução de linhas e horários, da suspensão do atendimento aos sábados e do aumento dos intervalos entre os ônibus. Segundo as munícipes, essas alterações têm dificultado o deslocamento da população ao comércio e aos serviços, especialmente de Saúde, localizados na região central; além de impactarem a frequência de estudantes, principalmente no período noturno.

Representando o Poder Executivo, participaram da audiência o diretor municipal de Trânsito, Felippe Pedruzzi, e o secretário municipal de Obras, Valdeci Holz. Na oportunidade, Felippe informou que recentemente foi realizada uma reunião com as empresas responsáveis pelo transporte urbano e rural no município, buscando dialogar sobre a instituição de um subsídio que auxilie a manutenção dos serviços. Para isso, foi solicitado que cada empresa entregue, assim que possível, uma planilha de custos e de faturamento mensal ao Executivo. Segundo o diretor, até o momento, apenas a empresa Pacheca, responsável por linhas rurais, já entregou o documento.

A empresa Pérola Bus, responsável pela operação do transporte coletivo urbano no município, não participou da audiência pública e encaminhou ofício à Câmara Municipal justificando a ausência em razão de compromissos previamente agendados. Assim, solicitou a leitura de uma manifestação em Plenário. No texto, foram apresentados fatores que, segundo informa, vêm impactando a prestação do serviço.

Entre os aspectos apontados para a redução de linhas e horários, está o encerramento do prazo contratual em agosto de 2025; a redução do número de passageiros pagantes ao longo dos anos; o aumento da participação de usuários isentos de tarifa; os impactos da pandemia de Covid-19; a concorrência com outros meios de transporte, como bicicletas e aplicativos de transporte; a elevação do custo do óleo diesel em razão de conflitos internacionais; as condições das vias públicas, que aumentam os custos de manutenção da frota; e a falta de reajustes na tarifa, que custa R$ 4,00 desde 2022. A empresa também afirmou não receber atualmente nenhum tipo de subsídio dos governos municipal, estadual ou federal para custear o transporte de passageiros com gratuidade.

Ao longo da audiência, os vereadores presentes destacaram a importância da construção de alternativas que possibilitem a regularização do transporte coletivo urbano, assegurando o acesso da população à cidade, mas que deem, também, sustentabilidade às empresas de transporte e aos seus trabalhadores.  

Texto e fotos: Gabriela Borges

Nenhum comentário:

Postar um comentário