Até 30 de março, equipes do programa conduzido pelo setor do tabaco irão a mais de 300 localidades rurais de 26 municípios.
Janeiro 2026 – Os produtores de tabaco da região sul do Rio Grande do Sul já podem realizar a devolução das embalagens vazias de agrotóxicos utilizadas em suas propriedades. As equipes do Programa de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos iniciaram, nesta segunda-feira, 12 de janeiro, em Pelotas e Arroio do Padre, a coleta dos recipientes, que devem estar tríplice lavados, perfurados e secos.
O roteiro itinerante pelo sul gaúcho passará por 26 municípios até o dia 30 de março: Pelotas, Arroio do Padre, Canguçu, Piratini, Cerrito, Morro Redondo, Rio Grande, Turuçu, São Lourenço do Sul, Cristal, Chuvisca, Sertão Santana, Dom Feliciano, São Jerônimo, Amaral Ferrador, Encruzilhada do Sul, Sentinela do Sul, Tapes, Cerro Grande do Sul, Camaquã, Mariana Pimentel, Guaíba, Barra do Ribeiro, Arroio dos Ratos, Barão do Triunfo e Butiá.
Ao todo, haverá recebimento em mais de 300 pontos de coleta em localidades rurais, facilitando aos produtores o cumprimento da legislação sobre logística reversa, pois podem devolver os recipientes no ponto mais próximo da sua propriedade. No momento da entrega, os produtores recebem seus comprovantes, que atestam a destinação correta das embalagens perante os órgãos fiscalizadores.
A ação do setor do tabaco é realizada há mais de 25 anos e considerada um case de sucesso pelo modelo de recebimento itinerante. Conduzido pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e suas empresas associadas, com apoio da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), o programa tem seus cronogramas de roteiros divulgados aos produtores em rádios e pelos orientadores agrícolas das empresas associadas, com datas e horários previamente definidos para o recebimento em cada localidade.
Existente desde outubro de 2000, o Programa de Recebimento de Embalagens é anterior à legislação sobre logística reversa de embalagens de produtos agrícolas, pois a obrigatoriedade da devolução foi instituída apenas em janeiro de 2002, por meio do artigo 53 do Decreto nº 4.074. Segundo a coordenadora do programa, Fernanda Viana Bender, atualmente, os roteiros percorrem cerca de 1.800 pontos de coleta distribuídos em 385 municípios do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, beneficiando diretamente aproximadamente 108 mil produtores. No Paraná, iniciativas semelhantes, realizadas pelas centrais locais de recebimento, contam com o apoio das empresas associadas ao SindiTabaco.
Tríplice lavagem garante a reciclagem
Para que a reciclagem seja possível, as embalagens rígidas devem ser entregues pelos produtores limpas, secas, perfuradas e separadas de suas tampas. Para isso, a tríplice lavagem é fundamental. O procedimento consiste em, por três vezes, esvaziar completamente o conteúdo, adicionar água limpa, agitar e despejar o líquido no pulverizador.
Destino das embalagens - Após a coleta, as embalagens são encaminhadas às unidades de recebimento do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InPEV), responsável pela gestão do Sistema Campo Limpo, que realiza a triagem e o encaminhamento para reciclagem. Quanto ao destino, 100% dos recipientes rígidos são transformados em novos produtos plásticos, especialmente insumos para a construção civil e outras embalagens para produtos químicos. Esses recipientes representam quase a totalidade das embalagens de agrotóxicos utilizadas na produção de tabaco. Já as embalagens impróprias para reciclagem, como as flexíveis, têm como destino a incineração controlada.
Sobre o SindiTabaco
Fundado em 24 de junho de 1947, o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) tem sede em Santa Cruz do Sul (RS), no Vale do Rio Pardo, maior polo de produção e beneficiamento de tabaco do mundo. Inicialmente como Sindicato da Indústria do Fumo, a entidade ampliou sua atuação ao longo dos anos e, desde 2010, passou a abranger todo o território nacional, exceto Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo. Com 14 empresas associadas, as ações da entidade se concentram especialmente na Região Sul do País, onde 94% do tabaco brasileiro é produzido, com o envolvimento de 533 mil pessoas no meio rural, em 525 municípios. Saiba mais em sinditabaco.com.br






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