quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Ecovias Sul libera ponte da BR-116 para o tráfego e reforça a segurança viária no Polo Pelotas

A Ecovias Sul libera às 13h desta terça-feira (20), de forma antecipada em relação ao prazo previsto para fim de fevereiro, uma das três pontes reconstruídas ao longo da BR-116, no Polo Rodoviário de Pelotas, com investimento de R$ 42 milhões. A primeira estrutura entregue ao tráfego será a ponte sobre o arroio Viúva Tereza, no km 470, em São Lourenço do Sul.

As próximas liberações já possuem previsão de conclusão. A ponte sobre o arroio Contagem, no km 502, em Pelotas, e a ponte sobre o arroio Corrientes, no km 490, em Turuçu, têm liberação programadas para as próximas duas semanas. Com a entrega das obras, o tráfego passará a operar em sua configuração definitiva, garantindo mais fluidez e segurança aos usuários.

Estudos realizados pela concessionária indicaram que as estruturas anteriores apresentavam insuficiência hidráulica, com vazão incapaz de suportar períodos de cheias, o que representava riscos, especialmente em cenários de chuvas intensas. “Em um momento de crescente preocupação com as mudanças climáticas e os impactos ambientais gerados pelas grandes obras de infraestrutura, a Ecovias Sul se destaca com o projeto de reconstrução de pontes na BR-116, não apenas por garantir a segurança das estruturas, mas também pela adoção de práticas sustentáveis de engenharia e de baixo impacto ambiental”, defende o diretor superintendente da Ecovias Sul, Miquéias Neuenfeld.

O trabalho contou com um rigoroso plano de aproveitamento de materiais. O rejeito da demolição das pontes antigas foi cuidadosamente separado para reutilização, com foco na redução de possíveis consequências geradas pela obra. Além de fresar o pavimento e retirar todo o asfalto que estava na rodovia, a concessionária também separou o concreto e o aço das estruturas demolidas para dar um novo destino a esses materiais. O aço foi enviado para centrais de reciclagem, enquanto o concreto foi triturado e reutilizado nos aterros das novas pontes.

“Adotamos uma solução que evitou a exploração de novos materiais, assim como diminuiu a emissão de gases de efeito estufa", pontua o coordenador de Sustentabilidade da Ecovias Sul, Alexandre Santos. “Além de garantir que o rejeito da demolição fosse reutilizado de forma eficaz, isso também reduziu os impactos do transporte de grandes volumes de material e os impactos relacionados a ele", acrescenta.

De acordo com o coordenador de Obras da Ecovias Sul, Márcio Joaquim, as intervenções são fundamentais para garantir a segurança dos usuários e assegurar a trafegabilidade mesmo em condições climáticas extremas. “A substituição das pontes não é apenas uma medida preventiva, mas uma resposta técnica aos eventos registrados nos últimos anos”, afirma.

Preservação da vegetação

Outra ação de baixo impacto ambiental diz respeito à supressão de vegetação. Após a emissão das autorizações, teve início, em agosto de 2025, o manejo vegetal nas áreas de implantação dos novos aterros, com ações de corte controlado e transplante de espécies nativas.

Ao todo, 49 árvores foram transplantadas, entre elas corticeiras-do-banhado e butiazeiros, espécies protegidas por legislação ambiental. Os exemplares foram realocados para áreas próximas, com técnicas específicas que garantiram a preservação e a adaptação ao novo ambiente. O trabalho foi acompanhado pela RTBio Consultoria Ambiental, sob responsabilidade técnica da bióloga Cenilda Melo.

Além do transplante, o projeto contemplou o resgate e o afugentamento da fauna eventualmente presente nas áreas de intervenção, assegurando que as atividades ocorressem com o menor impacto possível à biodiversidade local. “O planejamento contemplou tratos culturais e monitoramento contínuo dos indivíduos transplantados”, explica a bióloga.

Sem impacto na tarifa

As obras foram autorizadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que reconheceu a urgência das intervenções após os eventos climáticos extremos dos últimos anos. A reconstrução das pontes não gerou impacto na tarifa de pedágio, uma vez que os custos serão absorvidos no processo de haveres e deveres do contrato de concessão do Polo Rodoviário de Pelotas, com encerramento em 3 de março de 2026.

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