O México registrou o primeiro caso da chamada “gripe K” na América levando a Organização Mundial da Saúde (OMS) a emitir um alerta global. A nova variante, identificada como subclado K do vírus influenza A H3N2, já circula em todos os continentes. Dados preliminares não indicam maior agressividade em comparação com outras variantes do mesmo tipo viral.
A OMS emitiu um alerta para a próxima temporada de gripe, prevista para o fim de 2025 e começo de 2026. O crescimento vem sendo impulsionado sobretudo por essa variante do influenza A, que começou a se espalhar mais rapidamente a partir de agosto de 2025 e passou a chamar a atenção de autoridades de saúde.
No Brasil, o sistema de vigilância epidemiológica monitora a situação. O país já registrou 6,5 mil casos confirmados de outras variantes do H3N2 em 2025. Especialistas consideram provável a chegada da “gripe K” ao território brasileiro, seguindo o padrão de disseminação dos vírus influenza na região.
O subclado K, anteriormente classificado como J.2.4.1, apresenta mutações características da evolução sazonal dos vírus respiratórios. Estas alterações genéticas podem permitir que o patógeno escape parcialmente da proteção conferida por anticorpos desenvolvidos em infecções anteriores ou pela vacinação.
O termo “gripe K” tem ganhado espaço em redes sociais e manchetes, mas a OMS ressalta que não se trata de um vírus novo. Na prática, trata-se da evolução esperada da influenza A, um vírus conhecido por sofrer mudanças constantes. A ramificação genética K tem algumas alterações genéticas em relação a variantes anteriores e vem sendo identificada com mais frequência em amostras analisadas ao redor do mundo.
(Fonte: O Tempo)

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