O relatório “Respeite Meu Terreiro” aponta evangélicos como responsáveis por 59% dos casos de racismo religioso relatados por lideranças de terreiros. A pesquisa, de alcance nacional, foi realizada em terreiros de diferentes tradições de matriz africana e teve como objetivo mapear violências, perfis de agressores e impactos físicos e emocionais sofridos pelas comunidades afrorreligiosas.
O levantamento revela um cenário alarmante: 77% dos terreiros sofreram racismo religioso, 74% relataram ameaças ou destruição de espaços sagrados e apenas 26% dos casos foram registrados em boletins de ocorrência. A violência também se manifesta no ambiente digital, especialmente nas redes sociais.
Bereia ouviu especialistas para analisar os dados e compreender diferentes perspectivas sobre o tema.
Segundo o pesquisador da UFJF @claudio_de_oliveira_ribeiro a disseminação de uma cultura de violência e ódio, incentivada por determinados grupos políticos nos últimos dez anos, contribuiu para a radicalização de discursos e práticas.
Já o pastor batista @seujulio.oliveira destaca que há casos graves de violações de espaços sagrados. Essas práticas vão além do proselitismo religiosos e contribuem para disseminação da cultura do medo e da culpa.
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📝 Thaila Vieira

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