1º) São João do Triunfo/PR – Município da região dos Campos Gerais, no Paraná, tem população de aproximadamente 15 mil habitantes e uma economia fortemente baseada no agronegócio, que representa cerca de 65,6% do valor adicionado do município. Na safra de tabaco 2025/2026, foram produzidas 25.098 toneladas de tabaco em 10.427 hectares, por 2.516 produtores. Na safra anterior, São João do Triunfo ocupava a segunda colocação no ranking dos municípios produtores.
2º) Canguçu/RS – Município do sul do Rio Grande do Sul, tem sua economia fortemente baseada na agricultura familiar e na produção de tabaco, sendo reconhecido nacionalmente por possuir o maior número de minifúndios do Brasil. A agropecuária responde por cerca de 38% do valor adicionado do município e por mais de 70% da renda local. Canguçu vinha ocupando o primeiro lugar na lista dos maiores produtores de tabaco. Na safra 2025/2026, os produtores do município produziram 22.903 toneladas em 9.198 hectares.
3º) Rio Azul/PR – Com população aproximada de 14 mil habitantes, o município tem sua economia impulsionada pela agropecuária, que representa cerca de 54,9% do valor adicionado municipal. Na safra 2025/2026, os produtores rio-azulenses produziram 19.335 toneladas de tabaco em 7.901 hectares. Rio Azul subiu três posições no ranking, pois, na safra anterior, ocupava a sexta colocação.
4º) Itaiópolis/SC – Localizado no Planalto Norte de Santa Catarina, o município, com cerca de 22 mil habitantes, tem economia predominantemente agrícola, e a agropecuária representa aproximadamente um terço do valor adicionado municipal. Na safra de tabaco 2025/2026, foram produzidas 19.015 toneladas em 7.901 hectares.
5º) Venâncio Aires/RS – Município que conta com grandes unidades industriais de beneficiamento de tabaco, Venâncio Aires também se destaca na produção da cultura. Na safra 2025/2026, foram produzidas 18.741 toneladas em 8.278 hectares. O município desceu duas posições no ranking da produção, pois ocupava o terceiro lugar na safra anterior, quando registrou 20.669 toneladas.
6º) São Lourenço do Sul/RS – Localizado às margens da Lagoa dos Patos, no sul do Rio Grande do Sul, o município tem uma agropecuária significativa, que responde por cerca de 41,4% do valor adicionado municipal. Na safra 2025/2026, a produção de tabaco alcançou 17.427 toneladas em 7.347 hectares. São Lourenço do Sul desceu uma posição no ranking, pois ocupava o quinto lugar na safra anterior.
7º) Canoinhas/SC – Capital catarinense da erva-mate, o município tem sua economia baseada na agropecuária e no extrativismo, atividades que respondem por 23,5% da economia local. A agricultura familiar se destaca com o cultivo de soja, milho, feijão e tabaco. Na safra de tabaco 2025/2026, foram produzidas 15.198 toneladas em 6.314 hectares.
8º) Prudentópolis/PR – Com economia impulsionada pelo setor agropecuário e pela agricultura familiar, o município tem no agronegócio cerca de 40% do valor adicionado municipal. Na safra de tabaco 2025/2026, foram produzidas 15.135 toneladas em 6.289 hectares. Prudentópolis subiu duas posições no ranking, pois, na safra anterior, ocupava a 10ª colocação, tendo produzido 13.669 toneladas.
9º) Ipiranga/PR – Tradicionalmente conhecido pela pecuária leiteira, o município tem sua economia impulsionada pela agropecuária, que representa cerca de 51% da economia local. Na safra de tabaco 2025/2026, foram contabilizadas 14.387 toneladas, produzidas em 6.035 hectares.
10º) Santa Terezinha/SC – Pequeno município de aproximadamente 8 mil habitantes, tem sua economia baseada na agropecuária, que responde por uma parcela significativa do valor adicionado municipal. Na safra de tabaco 2025/2026, foram produzidas 13.764 toneladas em 5.776 hectares. Santa Terezinha desceu duas posições no ranking, pois, na safra anterior, ocupava o oitavo lugar, com 14.852 toneladas.
SOBRE A SAFRA
A safra de tabaco sul-brasileira 2025/2026 fechou em 710.229 toneladas, considerando a produção conjunta do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná e os três tipos de tabaco cultivados: Virgínia, Burley e Comum. Isso representa uma redução de 1,3% em relação às 719.891 toneladas produzidas na safra 2024/2025.
Do volume total, 639.471 toneladas são de tabaco Virgínia, com redução de 1,3% na comparação com a safra anterior. O Burley somou 60.089 toneladas, crescimento de 0,8%, enquanto o Comum chegou a 10.669 toneladas, redução de 11,6%. O tipo Virgínia é o mais cultivado e representa cerca de 90% da produção sul-brasileira.
A área cultivada no Sul do Brasil passou de 309.982 para 308.932 hectares, redução de 0,3%. O número de famílias produtoras diminuiu de 138.020 para 135.972, queda de 1,5%, e o número de estufas passou de 160.912 para 160.157, redução de 0,5%.
A produtividade média sul-brasileira ficou em 2.299 kg/ha, 1% abaixo dos 2.322 kg/ha registrados na safra anterior.
O Rio Grande do Sul encerrou a safra com 286.603 toneladas, redução de 5,5% em relação ao ciclo anterior. O estado respondeu por 40,4% da produção sul-brasileira. A área cultivada chegou a 132.076 hectares, aumento de 0,2%, enquanto o número de famílias produtoras caiu 2,1%, para 67.815. A produtividade média recuou 5,7%, passando de 2.302 para 2.170 kg/ha.
Em Santa Catarina, 40.656 famílias produtoras colheram 223.643 toneladas, redução de 1,1%. O estado respondeu por 31,5% da produção sul-brasileira. A área cultivada caiu 1,3%, para 93.023 hectares, enquanto a produtividade média ficou praticamente estável, em 2.404 kg/ha.
O Paraná foi o único dos três estados a registrar crescimento na produção total. As 27.501 famílias produtoras colheram 199.983 toneladas, aumento de 5,1%. A área cultivada permaneceu praticamente estável, em 83.833 hectares, enquanto a produtividade média avançou 5,3%, para 2.385 kg/ha. O Paraná respondeu por 28,2% da produção sul-brasileira.
A receita bruta dos produtores do Sul do Brasil totalizou R$ 12,835 bilhões, redução de 11,9% em relação aos R$ 14,575 bilhões da safra 2024/2025. Desse total, o Rio Grande do Sul respondeu por R$ 5,071 bilhões; Santa Catarina, por R$ 4,104 bilhões; e o Paraná, por R$ 3,659 bilhões.

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